
Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta
Continuará o jardim, o céu e o mar,
E como hoje igualmente hão-de bailar
As quatro estações à minha porta.

Outros em Abril passarão no pomar
Em que eu tantas vezes passei,
Haverá longos poentes sobre o mar,
Outros amarão as coisas que eu amei.

Será o mesmo brilho, a mesma festa,
Será o mesmo jardim à minha porta,
E os cabelos doirados da floresta,
Como se eu não estivesse morta.

Poema Sophia de Mello Breyner Andresen, in Dia do Mar
As ilustrações marinhas são de Suren Nersisyan a imagem da bailarina desconheço o autor.
Muito bonito!
ResponderEliminarGosto muito de Sophia de Mello Breyner.
Beijinhos
As palavras dela são como o mar, sempre dinâmicas.
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