
Ilustração Alida Massari
No reino das folhas caídas, as árvores ficam despidas, o vento sopra com mais força, a chuva cai com intensidade, cogumelos emergem do solo, os corvos piam devagar, as rolas reclamam do tempo. No reino das folhas caídas, os castanhos são vassalos, os musgos condes, as formigas continuam a amealhar comida, nesse reino de nostalgia as árvores aproveitam para enraizar. Porque não fazes o mesmo?
Enraizar, deviamos fazê lo com mais frequência!
ResponderEliminarA velhice é uma folha caída que aproveita o temporal para se erguer de novo atá aos ramos que a sustentaram. No chão, a folha caída deixa o seu húmus, a sua sabedoria. Assim é o ancião que se torna, de novo, criança. O meu pai, ao falecer com 99 anos, clamava por sua mãe:" Mãe, mãezinha!". Como voltasse a ser menino.
ResponderEliminarSem dúvida, e é tão fácil. :-)
ResponderEliminarBonita recordação, obrigada por deixá-la aqui.
ResponderEliminarTão fácil, basta imitar as formigas!
ResponderEliminarBoa noite
Não é bem assim...
ResponderEliminarBoa noite
O meu pai, pouco antes de nos deixar, ainda lia o jornal sem óculos. Pouco antes, ofereci-lhe as "Vinhas da Ira" que devorou de maneira a fazer inveja à rapaziada de agora. Que saudades tenho dos meus pais e da forma como geriam a vida.
ResponderEliminarBons momentos, gente com garra. :-)
ResponderEliminarQuanto mais dura e madrasta era a vida maior essa garra de lutar. Criaram-se seis filhos à base da educação tradicional, informal. Daí surgiram quinze netos - para renovar nos ramos da árvore as folhas que mais tarde cairiam.
ResponderEliminarCriaram uma floresta. :-)
ResponderEliminarSim, mas de sobreiros e azinheiras. Não de eucaliptos.
ResponderEliminarSem dúvida, uma floresta é local diversificado, não um eucaliptal.
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