
Somos um monte de retalhos, cosidos ao acaso, coisas do dia, da vida, da loucura. Somos tristes acompanhados, somos alegres sozinhos. Somos o que os outros não sabem. Temos medo e audácia dentro de nós. Mas há quem saiba nas entrelinhas esconder os recantos do sonho para que ele desperte num dia de necessidade.
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill
Um amigo também é parte de nós, daí sentirmos essa perda com tanta intensidade.
ResponderEliminar"Amigo
ResponderEliminaré uma palavra cara
vendida ao desbarato"
(de um poema meu)
O'Neill é um dos meus poetas, e o teu texto é um belíssimo começo :))
Obrigada Sara. Onde estão os teus poemas? Também quero colocar um aqui.
ResponderEliminarA maior parte perdeu-se em guardanapos de papel, margens de jornais.... outros estão guardados em arquivos escolares :D
ResponderEliminarSobraram alguns em cadernos meus e tenho um ou outro lá pelo burgo :)
E já nem os meus poemas sei de cor :D
"Amigo
é uma pessoa cara
numa palavra vendida ao desbarato"
assim é que é! :)))
Podes encontrar os poucos que publiquei em
https://sarin-nemlixivianemlimonada.blogs.sapo.pt/?skip=5&tag=2.6+letras+que+n%C3%A3o+perdi
E na minha Carta de Corso, encontras no Desafio dos Pássaros :)
São meros devaneios, nada de especial :)