
Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia - o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:
Não quero funeral comunidade,
Que engrole sub-venites em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:
Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
"Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou a vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu, sem ter dinheiro."
Poema de Bocage, nascido em Setúbal a 15 de Setembro de 1765
Os meus pais tinham um livro do Bocage ;)
ResponderEliminarDaqueles de ler às escondidas?
ResponderEliminarIsso mesmo
ResponderEliminarBocage, grande Bocage!
ResponderEliminarEra um visionário.
ResponderEliminarEstudei Bocage em literatura Portuguesa. Gostei!
ResponderEliminarE declamavam?
ResponderEliminarOs poemas eróticos, não!
ResponderEliminarNão fazia parte do programa.
Que pena...as aulas seriam uma animação.
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