Manuais escolares 2019/2020

Por estes dias na escola a pergunta que se faz é sobre quando se entregam os manuais escolares que vão ser reutilizados. A maioria quer saber isto para poder ver os livros que lhes vai calhar na rifa, muitos dizem que se os livros não estiverem em condições - lindos e maravilhosos - vão comprar uns novos. E eu fico a pensar: quando os manuais eram a pagar, queriam livros gratuitos, agora que são à borla, mas usados, querem comprar novos. 


 


Queridos pais - principalmente mães - digo isto porque durante este meu estudo tenho verificado que são as mães as que mais se manifestam contra as nódoas dos livros. Os manuais escolares usados e mesmo com as lombadas levemente descascadas, ou as bordas das folhas encardidas são perfeitamente funcionais, estão lá as letras todas dos textos, as imagens e até as soluções, nenhuma fugiu e as crianças nem querem saber disso passado uns dias, poderão talvez ficarem levemente desiludidas por não terem algo novo, mas isso logo lhes passará ao lado, a não ser que alguém lhes lembre disso constantemente.


 


Aproveitem e não deitem dinheiro à rua, estimem esta benesse, que outros como eu não tiveram, deixem-se de salamaleques e façam com esse dinheiro visitas a museus, idas ao cinema, um fim de semana de loucura em família, sei lá, inspirem-se e desfrutem da vida, porque os livros vão ficar encardidos na mesma e ao fim de um ano têm de os deixar de lado. 


 


Divirtam-se e conservem os livros como os gostariam de encontrar. Esse é o grande passo para que este projecto tenha sucesso, é também imprescindível para que as futuras gerações tenham a consciência daquilo que é partilhar e respeitar aquilo que nos é oferecido em qualquer situação.

Comentários

  1. Não sejam pobres e mal agradecidos!

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  2. Muito bem. O problema é quendo os livros eram comprados a maioria das pessoas tinha o cuidado de forrar para não estragar. Agora como têm de devolver no fim do ano, não se preocupam com isso e os manuais estragam-se mais depressa.

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  3. Coisas que oiço: não forrei porque me disseram que não podíamos forrar os livros. / Ninguém me disse que os livros não podiam ser sublinhados e escritos. Sendo que nada disto corresponde à verdade, porque toda a gente assinou um compromisso quando levou os livros, que dizia que deveriam de ser entregues tal como os entregaram, sob pena de terem de os pagar - presume-se que tal como numa biblioteca em que quando levamos os livros emprestados não os vamos entregar: sublinhados e escritos. Era fácil, mas cada um interpreta a verdade à sua maneira e como lhe convém.

    Devo no entanto dizer que temos livros que estão impecáveis, em que os pais disseram que andavam constantemente a chamar atenção para que não os estragassem, se houvesse um pouco mais de vontade teríamos muitos mais.

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  4. Olá Alice, achei óptima esta medida do governo, embora a comunicação não tenha sido a correcta em muitas escolas do país (a professora do meu filho incentivou os miúdos a sublinhar!). Mas todas as medidas têm um período de adaptação e acho que foi o que aconteceu este ano. Espero que mais do que as pessoas aprenderem que reutilizar livros é fixe, também aprendam que podem reutilizar e reparar livros, roupa, brinquedos, móveis, electrodomésticos, telemóveis e casas, porque o preço de comprar novo é maior do que os euros que pagamos pelas coisas. Obrigada por estes teus alertas. Rita

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  5. Esperemos que este seja o primeiro passo para uma grande mudança.

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