
Ilustração Nguyen Thanh Nhan
Já perdi a conta às vezes que comecei do zero, das vezes que pensei que amanhã iria ser um outro dia. De quando alguém morreu e tive de começar do zero, para saber viver sem essa pessoa. De quando fiquei sem emprego e tive de começar de novo, reinventar-me. De tantas outras coisas.
De quando fui mãe e deixei de ser apenas eu e comecei do zero numa outra pessoa. De quando tenho de ceder e pensar a partir do zero, começar, acabar, deixar, andar. Andar em círculos através dos anos, num zero sem saída.
Ouvir um música pela primeira vez, comer algo que nunca provei, ver aquilo que nunca imaginei. Zero positivo, zero negativo, zero de nada.
A borracha que apaga o zero, o zero que se constrói, o eterno circulo que caminha numa linha demasiado curva. As pessoas que me ofereceram zero e das conversas que me fizeram ir ao zero ou me sentir um zero.
Às vezes um zero é muito, noutras é pouco e há aquelas em que é nada.
Começar do zero também é uma aprendizagem
ResponderEliminarSem dúvida...
ResponderEliminarEu também já tive de começar muitas vezes do zero ... encaro tudo como aprendizagem!
ResponderEliminarE assim é que deve ser.
ResponderEliminarUma bela ilustração e uma maravilhosa reflexão.
ResponderEliminarQue tenha sempre essa força e motivação para recomeçar (se for necessário ou quiser) e a sabedoria de o analisar de forma tão lúcida...
Se alguma vez se sentir um zero, pense que o zero é como um buraco negro e cabem lá dentro todos os sonhos do mundo...
Eu aqui no blog, não vou começar do zero mas, depois de alguma ausência, quero muito saber o que se passou.
Mena