
Ilustração Gwenda Kaczor
Não te fies do tempo nem da eternidade,
que as nuvens me puxam pelos vestidos
que os ventos me arrastam contra o meu desejo!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã morro e não te vejo!
Não demores tão longe, em lugar tão secreto,
nácar de silêncio que o mar comprime,
o lábio, limite do instante absoluto!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã eu morro e não te escuto!
Aparece-me agora, que ainda reconheço
a anêmona aberta na tua face
e em redor dos muros o vento inimigo…
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã eu morro e não te digo…
Cecília Meireles
Desconhecia a ilustradora, obrigada pela partilha!!
ResponderEliminarhttps://titicadeia.blogspot.com/
Porque o agora já passou e o hoje termina breve ...
ResponderEliminarObrigada por iluminar o dia com ilustrações e poemas tão significativos e belos.
Mena