#diariodagratidao 27-03-2019

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Ilustração Basak Notz


 


 



Ó passar-se invisível pela alma da alameda de casas espaçosas


Imaginando a feição ideal dentro de cada uma!


Ir recebendo um pouco de poesia no peito


Sem lembranças do mundo, sem começo…


Chegar ao fim sem saber que passou


Tranqüilo como as casas,


Cheio de aroma como os jardins.


Não contar nada a ninguém.


Não tentar um poema.


Nem olhar o nome na placa.


Invisível, deixar apenas que a emoção perdure


Fique na nossa vida fresca e incompreensível


Um mistério suave alisando para sempre o coração.


Singular, tão singular.…


 


 


 



Poema de Manoel de Barros


 

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