Sem medo

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sento-me no limite desta cidade


a observar os quilómetros percorridos entre existências.


em hora de ponta nenhum coração está vago.


queria traduzir-te o sorriso


e fumar os prédios,


bebe-los com a agonia.


 


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dizem que sem medo há sempre destino


mas eu escrevi-te do fundo do tempo,


já não existias.


este é o império que se partiu ao meio


nas nossas mãos.


 


 


 


Sara F. Costa , poema Império ao meio, in  A Transfiguração da Fome



 

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