Porque não largamos o plástico? Porque não queremos.

Lembro-me de ir às compras com uma simples alcofa e trazer tudo o que precisava sem sacos de plástico, as batatas, as cenouras e as nabiças nunca guerrearam por virem juntas, lembro-me de colocar os legumes na gaveta do frigorífico sem irem embaladas em plástico, nem película aderente, nem papel de alumínio, e não me lembro de ter pensado que se contaminavam umas às outras.


 


Agora tenho a necessidade constante de empacotar tudo, é um vício, um vício muito mau. 


 



 


Em minha casa reciclo todo o tipo de plástico, cartão, vidro, rolhas, mas é muito pouco. Não faço da sanita balde do lixo, mas gasto demasiados produtos embalados. 


 



 


Não gosto de festas de balõezinhos, nem de velas acesas na praia. 


 



 


Acho estranho dizermos que somos uma espécie inteligente. Quanto estamos a matar o nosso mundo e a não respeitar os outros animais. 


 



 


Não largamos o plástico porque nos habituamos ao que é fácil, e hábitos são como raízes que se alastram. Não basta reciclar o importante é eliminar. Porque  o tempo escasseia, e não existe outra casa que nos ature como esta nos tem aturado.


 



 


  Fotografias retiradas daqui.


 

Comentários

  1. Excelentes ilustrações, texto e tema.
    Somos de modas. Em tempos, as sacolas de pano, as ceiras , etc, etc foram consideradas fora de moda. Claro, toda uma indústria por trás a ditar tendências.
    Um pormenor interessante é a utilização das garrafas de plástico quando as de vidro preservam melhor a composição deste bem essencial dado, perante a luz, não reagirem e criarem elementos tóxicos.

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  2. somos mesmo uns seres estranhos. Damos cabo dos outros e de nós

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  3. Continuo a guardar legumes no frigorífico sem empacotar. É muito raro usar película aderente, ou papel de alumínio (este último, uso mesmo muito raramente, ao saber que as películas de alumínio podem passar para os alimentos e fazer mal à saúde).
    Para legumes já cortados (por exemplo, a metade de um pimento, ou de um pepino) continuo a usar os velhos tupperwares, ou do género, para os legumes não secarem. Sim, são de plástico, mas reutilizáveis durante anos e anos. Até a metade de um limão se conserva durante muitos dias, no frigorífico, dentro de um tupperware fechado, com a parte cortada virada para o fundo do recipiente.
    Quando chego do supermercado, não deito fora as sacas de plástico onde se transportam e pesam os legumes e as frutas e torno a levá-las nas próximas compras. Podem-se reutilizar essas sacas montes de vezes. E com algumas frutas e legumes pode-se prescindir das sacas, por exemplo, com um cacho de bananas, ou se comprarmos só uma peça de qualquer coisa. Levo assim mesmo para a caixa, sem saca, nem embalagem. Os empregados dos supermercados não gostam muito que se faça isso, mas eu estou-me a marimbar.
    São apenas ideias, porque penso que é impossível, hoje em dia, prescindir de plástico. Mas podíamos, com certeza, reduzir o seu consumo a um terço, sem grandes esforços e sacrifícios.

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  4. É tudo em nome do lucro, porque o plástico acima de tudo significa - menos recursos humanos, que se está a tornar numa praga em que seremos os grandes prejudicados, e onde muitos inocentes sofrem sem culpa nem beneficio.

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  5. Sem dúvida, pensamos muito a curto prazo.

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  6. Tenho pensado muito nessa ideia "de que hoje em dia é impossível prescindir do plástico", mas será mesmo verdade? Somos criaturas de hábitos, se retirássemos esse sobreviveríamos na mesma.

    Eu na minha casa não utilizo papel de alumínio, uso papel vegetal, assim já é menos um. Os sacos de plástico dos supermercados são tão fininhos que se rompem ao menor peso ou saliência, é difícil reutilizar, talvez a intenção seja essa - comprar mais.

    Concordo que se fizéssemos um esforço reduzíamos para bem menos de metade a produção do mesmo. Aflige-me deixarmos este maléfico hábito destruir a vida de tantos inocentes.

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  7. Alice, não sei se os sacos dos supermercados transmontanos são mais resistentes do que os outros, mas a verdade é que não temos grandes dificuldades em reutilizá-los ;-) Isto, quando estamos em Portugal. Na Alemanha, os sacos são bem mais pequenos e costumo reutilizá-los para congelar alimentos, ou para recolher as necessidades da minha cadelita Lucy.

    Viver sem plástico, no atual contexto, é mesmo muito difícil. Famílias alemãs já têm feito a experiência "uma semana sem plástico", em género de documentário televisivo e, se há situações em que se pode prescindir, há outras que são um verdadeiro quebra-cabeças. Por exemplo: não há pasta dentífrica à venda que não seja em embalagem de plástico. Claro que, se todos quisessem mesmo, indústria incluída, se havia de conseguir. Mas temo que os consumidores, sózinhos, não consigam. Reduzir, tentar, já é bom.


    De qualquer maneira, uma boa notícia: já há quem tente encontrar e/ou criar um material que substitua o plástico e que seja bio-degradável. Quanto tempo ainda demorará é que não se sabe...

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  8. Sim já é um começo para que haja uma mudança, e que seja para melhor, quanto aos sacos de supermercado, são realmente fininhos, um exemplo é eu colocar duas batatas doces dentro de um e elas saírem pelo fundo ou pelo lado, porque o plástico rasga-se facilmente, aí tenho que utilizar outro, eu e mais gente, assim são logo mais uns quantos para o lixo.

    O que eu sinto é que poderia fazer mais e não faço, antes ia ao mercado com alcofa, comprava quase tudo produtos da região, e da época e agora estou numa de comodismo... parece-me que foi noutra vida. :)

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