Naquele tempo, as pessoas achavam que tinham atingido um patamar de grande inteligência. A escolaridade era obrigatória até à maioridade, havia grande facilidade de encontrar informação, os meios de comunicação eram rápidos, as pessoas possuíam segundas peles onde se apresentavam como fulano de tal, onde tinham um carro de determinada marca...naquele tempo, os valores humanos básicos eram deteriorados por causa de uns maços de notas numa qualquer instituição bancaria, naquele tempo a corrupção era algo perfeitamente aceite, onde se podia escapar com uma certa facilidade, naquele tempo as pessoas davam uma grande importância à imagem, à hierarquia, ao penteado, sem se importarem grandemente se morriam crianças à fome, se outras pessoas não tinham condições básica no seu emprego, mesmo que elas próprias vestissem roupa feita por gente que era todos os dias explorados, as pessoas sentiam-se felizes a exibirem os seus belos trapos, comiam frutas e mariscos em festas bonitas...naquele tempo o plástico encheu os mares e os rios, imensos pássaros desapareceram e muitos outros animais, os activistas ambientais eram mortos sem que houvesse preocupações de maior, naquele tempo as árvores faziam muito lixo... naquele tempo estávamos no ano de 2018.
Alice Alfazema
As celuloses podiam poluir os rios, porque, mesmo que fossem multadas pelos fiscais do ambiente, os juízes perdoavam-lhes as multas. O Tejo ficou coberto de espuma, tornando a água, de Lisboa, muito mais saborosa.
ResponderEliminarUi... Essa foi a melhor da semana...
ResponderEliminarIsto já não é um Novo Testamento, mas sim uma carta de despedida... :-)
São os novos fariseus.
ResponderEliminarUi, quanta verdade!
ResponderEliminarMuito estranhos esses primeiros anos do século XXI. Felizmente que hoje estamos muito melhor. Desde que a humanidade, o pior vírus que apareceu à face da Terra, se extinguiu. E a vida voltou à normalidade.
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