Ao longo das últimas semanas, André Halak, engenheiro agrónomo e doutorado em melhoramento genético animal da Cooperativa Agrícola e Apícola das Beiras (Coopbei), tem percorrido os cerca de 500 quilómetros entre Mangualde e o Algoz, no concelho de Silves. Ali, o agricultor biológico Júlio Machado cedeu parte da sua horta e uma garagem à cooperativa nortenha para instalar colmeias, e também, uma base de operações no Algarve.
O plano é de emergência. «No inverno, as rainhas interrompem a postura de forma natural. São os indivíduos nascidos antes do frio que mantêm a colónia viva, até à chegada do fluxo de néctar na primavera. O problema é que o ano passado foi atípico. Muitos apicultores perderam grande parte ou a totalidade das suas colmeias nos incêndios de outubro. E também devido à ação direta ou indireta da vespa velutina. Outros enxames ficaram sem os pastos apícolas devido aos fogos e há colónias inteiras desfalcadas. Por isso, ou nós pegávamos nas sobreviventes e vínhamos temporariamente para o sul, tentar multiplicar o efetivo de abelhas, ou seria muito difícil recuperar as perdas», justifica.
Até agora, este técnico já tem 300 colmeias instaladas, entre São Teotónio e Algoz, em terrenos cedidos pelos proprietários, mas a ideia é encontrar mais disponíveis para instalar até 800 da raça Apis Melífera Ibérica. André Halak procura zonas com a maior exposição solar possível e com urzes, tomilhos, medronhos e laranjais, com ou sem uso agrícola. «Interessa-nos muito a região de Monchique porque o medronho floresce nesta altura do ano e é uma boa fonte de néctar. Além disso, há toda uma diversidade de flores silvestres na serra. A abelha começa a trabalhar acima dos 10 graus centígrados. Portanto, esta é a altura certa para começar a recuperar as nossas colónias».
O texto e fotografias foram retirados do Semanário Regional do Algarve - Barlavento, podem ler o artigo completo aqui.
Alice Alfazema
Espero que consigam recuperar as colónias! Infelizmente os fogos estragaram muitas vidas, seja humanas como animais, provocando muito caos!
ResponderEliminarQue venham as abelhinhas, nós precisamos de vocês! (Não falando só do mel!)
A 1.ª foto traduz com exatidão "os cenários" da minha região.
ResponderEliminarSinto tanta falta dos pássaros, que ouvia ao acordar... Nada de abelhas, borboletas, ... poucas espécies vegetais.
É importantíssimo o papel das abelhas como insectos polinizadores.
ResponderEliminarSem elas muitos dos frutos que conhecemos deixariam de existir.
O mel é apenas um resultado dessa relação de "comércio justo" entre os insectos e as plantas.
Oxalá este trabalho de recuperação das colónias seja bem sucedido!
Mena