
Ilustração Elicia Edijanto
Antes o voo da ave, que passa e não deixa rasto,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.
A recordação é uma traição à Natureza,
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.
Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!
Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XLIII"
Alice Alfazema
Deus me livre saber o ultimo dia de vida. Acho que ficaria numa choradeira terrível.
ResponderEliminarGosto de cá andar e tenho medo do desconhecido
Um bocado difícil, senão mesmo impossível aprender com a ave, como ela a passar.
ResponderEliminarO entendimento acorrentou-nos ao sentido das recordações, e a todos os outros, aliás.
Como humanos, para o bem e para o mal somos os seres mais vulneráveis da natureza e não controlamos as emoções.
Esperar… esperar calmamente pela morte...
ResponderEliminarEstar com os meus e morrer a (sor)rir! ;)
ResponderEliminarSeria terrível, começar a contar os dias k faltam pró fim!:-( Mas esse dia chegará, pra todos! Só k devia ser calmo, sem sofrimento! Como uma luz k se apaga, APAGOU, termina, a nossa missão na terra! Saber o depois! Impossível!
ResponderEliminarAdorei!
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