Da minha janela vejo o mundo, sinto os ventos que sopram. Da minha janela deixo os outros espreitarem, para que sintam os ventos que sopram. Alguns assomam-se devagarinho. Outros vão embora sem espreitar. E há os que ficam comigo a ver o mundo da minha janela. Não tenho interesse em pertencer a grupos, gosto da liberdade de estar só. Poderia ser um lobo e explorar montanhas e vales, ou gaivota para planar sobre as ondas salgadas e sentir a força do vento nas minhas asas, ou talvez uma águia e fazer um voo picado no meio de um vale, também poderia ser baleia e viajar pelos oceanos. Da minha janela posso ser tudo e nada ao mesmo tempo. Isso fascina-me. A minha janela é grande, a minha janela é pequena. É aquilo que eu quiser. É redonda. É quadrada. É livre. Sem vidros. A minha janela é azul. É amarela. É da cor que eu entender. A janela é minha, mas podem espreitar se quiserem. Eu deixo.
Aos visitantes deste blogue
Alice Alfazema
Arrábida...
ResponderEliminarClaro, a minha janela é grande. :)
ResponderEliminarAdoro a tua janela.
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