A chuva é uma coisa vulgar?


Ilustração Hajin Bae


 


As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudade
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir


 



Há gente que fica na história
Da história da gente
E outras de quem nem o nome
Lembramos ouvir




Ilustração  Roman Muradov


 



São emoções que dão vida
À saudade que trago
Aquelas que tive contigo
E acabei por perder


Há dias que marcam a alma
E a vida da gente
E aquele em que tu me deixaste
Não posso esquecer




Ilustração Anton Yakutovych


 




A chuva molhava – me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai, meu choro de moça perdida
Gritava à cidade
Que o fogo do amor sob a chuva
Há instantes morrera


A chuva ouviu e calou
Meu segredo à cidade e eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade


 


 


Poema de (clique para ouvir) Jorge Fernando


 


 


 


 


Alice Alfazema


 

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