Cá em casa acabou-se a paz de sorrateiramente irmos ao frigorífico sem ninguém dar por isso. De rapinarmos uma fatia, ou duas de fiambre. De abrirmos um pacote de bolachas em silêncio e no escuro da despensa. Acabou-se o - sem termos que repartir. Acabou-se! Nunca mais foi permitido fingir que não estamos a mastigar. Cá em casa há um nariz que vale por mil olhos.
Alice Alfazema
E o nariz não aceita subornos?!
ResponderEliminarEstá escrito lá em cima - acabou-se o sem termos de repartir. Acabou-se, temos que ser bondosos à força (ou ao suborno).
ResponderEliminarCá em casa é igual. Mas pior do que a habilidade do olfacto, só mesmo a da habilidade auditiva. Pode o mundo estar a acabar, a casa a ser assaltada, a menina nem se mexe. Mas se ouve um qualquer pequeno ruído de plástico ( pacote de bolachas, de amendoins, pacote de fiambre), acorda de imediato do seu sono mais profundo. Parece uma inspectora da ASAE. Sempre alerta com os comes e bebes.
ResponderEliminarAté sabem distinguir o tipo de plástico, já tenho feito experiências com o dos guardanapos, ele nem se mexe... e depois existe aquele olhar de infeliz que é o chamado - golpe final.
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