Ui, que pergunta difícil de responder. Isto dá pano para mangas. Assim a frio, digo que são mais compreendidas na tristeza. Mas só aparentemente. Quando nos deparamos com uma pessoa triste, tentamos alegrá-la e isso nem sempre é a melhor solução. Tem de haver espaço para a tristeza, por isso, esse tentar alegrar não é propriamente compreensão.
Depois, temos de distinguir as pessoas honestas das fingidas (que são em maioria, infelizmente). As pessoas fingidas até podem fingir que compreendem a tristeza, mas, no fundo, alegram-se com ela (mesmo que deem palmadas nas costas e tentem animar). Tratando-se da alegria, já é mais difícil fingir. Quando pensamos que uma determinada pessoa gosta de nós, é contar-lhe um sucesso ou uma alegria nossa. A máscara cai imediatamente. Os mais educados limitam-se à indiferença, a um "parabéns" dito de fugida e a uma mudança de assunto. Quem não tem estômago para tanto, não consegue evitar a careta, que aliás só vê quem quer.
Enfim, uma pessoa honesta, que gosta sinceramente da outra, tanto a compreende na alegria como na tristeza. Mas pessoas dessas são tesouros raros, mesmo na própria família.
Pois, muito havia a dizer, mas aquilo que foi dito já é suficiente para compreender que a alegria partilhada é muitas vezes uma utopia, isso é que me entristece.
Muitas vezes só valorizamos a alegria quando a tristeza se instala!
ResponderEliminarUi, que pergunta difícil de responder. Isto dá pano para mangas.
ResponderEliminarAssim a frio, digo que são mais compreendidas na tristeza. Mas só aparentemente. Quando nos deparamos com uma pessoa triste, tentamos alegrá-la e isso nem sempre é a melhor solução. Tem de haver espaço para a tristeza, por isso, esse tentar alegrar não é propriamente compreensão.
Depois, temos de distinguir as pessoas honestas das fingidas (que são em maioria, infelizmente). As pessoas fingidas até podem fingir que compreendem a tristeza, mas, no fundo, alegram-se com ela (mesmo que deem palmadas nas costas e tentem animar). Tratando-se da alegria, já é mais difícil fingir. Quando pensamos que uma determinada pessoa gosta de nós, é contar-lhe um sucesso ou uma alegria nossa. A máscara cai imediatamente. Os mais educados limitam-se à indiferença, a um "parabéns" dito de fugida e a uma mudança de assunto. Quem não tem estômago para tanto, não consegue evitar a careta, que aliás só vê quem quer.
Enfim, uma pessoa honesta, que gosta sinceramente da outra, tanto a compreende na alegria como na tristeza. Mas pessoas dessas são tesouros raros, mesmo na própria família.
E muito mais haveria para dizer, cara Alice.
Demasiadas vezes.
ResponderEliminarPois, muito havia a dizer, mas aquilo que foi dito já é suficiente para compreender que a alegria partilhada é muitas vezes uma utopia, isso é que me entristece.
ResponderEliminarBjs