As pessoas são mais compreendidas na alegria ou na tristeza que declaram sentir?


 


Ilustração  Chiara Carrer


 


 


Alice Alfazema


 

Comentários

  1. Muitas vezes só valorizamos a alegria quando a tristeza se instala!

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  2. Ui, que pergunta difícil de responder. Isto dá pano para mangas.
    Assim a frio, digo que são mais compreendidas na tristeza. Mas só aparentemente. Quando nos deparamos com uma pessoa triste, tentamos alegrá-la e isso nem sempre é a melhor solução. Tem de haver espaço para a tristeza, por isso, esse tentar alegrar não é propriamente compreensão.

    Depois, temos de distinguir as pessoas honestas das fingidas (que são em maioria, infelizmente). As pessoas fingidas até podem fingir que compreendem a tristeza, mas, no fundo, alegram-se com ela (mesmo que deem palmadas nas costas e tentem animar). Tratando-se da alegria, já é mais difícil fingir. Quando pensamos que uma determinada pessoa gosta de nós, é contar-lhe um sucesso ou uma alegria nossa. A máscara cai imediatamente. Os mais educados limitam-se à indiferença, a um "parabéns" dito de fugida e a uma mudança de assunto. Quem não tem estômago para tanto, não consegue evitar a careta, que aliás só vê quem quer.

    Enfim, uma pessoa honesta, que gosta sinceramente da outra, tanto a compreende na alegria como na tristeza. Mas pessoas dessas são tesouros raros, mesmo na própria família.

    E muito mais haveria para dizer, cara Alice.

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  3. Pois, muito havia a dizer, mas aquilo que foi dito já é suficiente para compreender que a alegria partilhada é muitas vezes uma utopia, isso é que me entristece.

    Bjs

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