"E se fosse eu? Todos responderam o que levariam nas respectivas mochilas. Até aqui, tudo bem. Mas, depois, perguntei: E se fosse eu a receber um refugiado em minha casa? E, aí, as respostas prontas converteram-se em silêncio. Um silêncio incómodo. Olhavam-se entre eles. Mostravam surpresa. Nenhum deles me deu uma resposta. Nada. Só admiração, espanto. Perguntei se dividiriam o quarto deles com um refugiado da idade deles. A maior parte disse que não. E foram bastante incisivos no não. Todos souberam fazer uma mochila, num instante, se fossem eles. Mas receberem alguém com uma mochila em casa: não é assim tão fácil."
Lido através daqui, e escrito primeiramente aqui.
E lembrei-me ao ler isto, que quando passo pelos meninos, quando eles estão a almoçar, e lhes pergunto se me dão um bocadinho, prontamente me respondem que não. Primeiro pensei que muitos estavam na brincadeira, e pergunto uma segunda vez, fazem ares de ofendidos, não são capazes de partilhar, a não ser que tenham contrapartidas. Há muito que não faço perguntas destas, a futilidade faz-me alergia.
Alice Alfazema
"não são capazes de partilhar" - ora essa!!! O que mais fazem é partilhas... no face, no instagram, etc e tal!!!
ResponderEliminarPois...partilhas há muitas, principalmente instantâneas. :)
ResponderEliminarO que me irrita é brincar-se com coisas sérias, Alice.
ResponderEliminarComo se ser refugiado fosse um passatempo....
A intenção era podermos imaginar como teríamos de viver com pouca coisa...alcançar o sofrimento que isso acarreta - no entanto banalizou-se então o sofrimento do outro, sim isso é brincar com coisas sérias, demasiado sérias.
ResponderEliminarHá perguntas difíceis e respostas silenciosas.
ResponderEliminarUma coisa é a realidade e outra são os "ses"
Um post que me deixou a reflectir.
É difícil para nós, seres humanos, prescindir da nossa privacidade
ResponderEliminarBom dia,
ResponderEliminarachei que gostaria de ver este vídeo: http://rr.sapo.pt/video/98770/a_avo_dos_refugiados_mora_em_idomeni
Concordo... tornar algo sério e real numa brincadeira. Acho tudo muito insensível.
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