Nestes tempos torna-se difícil ver ou ouvir o valor da palavra do outro. Os que são treinados repetem-se, tal como as estações do ano. Os que nunca ouviram ficam maravilhados, os outros já as conhecem. É necessário inventar novas palavras, que valham mais que as imagens. Talvez algum dia.
Alice Alfazema
“Estão gastas”
ResponderEliminarPalavra do outro ouvir
Foi chão que uvas deu
Deixem-me antes dormir
Aqui nas asas de Morfeu
Sempre ouvi a lengalenga
Até que o fusível queimou
Levem daqui a moenga
Discurso de quem o botou
Tragam as palavras novas
Que as imagens releguem
Pra um plano secundário
Palavras gastas não aprovas
A não ser que elas neguem
A mentira e o seu contrário.