Estavam os dois tão delicadamente em cima da muralha. De passo solto e elegante, os dois apanhavam o sol do final daquela tarde de Junho. Namoravam. Elevaram-se naquele céu azul, deram a volta e pairaram por um momento. Sentiram os dois o espaço que há entre o céu e a terra. Depenicaram o vento. Namoravam. Voltaram à muralha, não se importaram com outros olhares. Namoravam. Elegantes e enamorados saltitavam nas pedras já gastas e quentes do sol.
Alice Alfazema
Gostei da delicadeza deste olhar e as palavras bem a condizer.
ResponderEliminarNamorar sem medos do que os outros possam pensar é o maior sinal de amor.
Doces palavras. Gostei mesmo.
ResponderEliminarUm abraço
miilay
É também Liberdade, e isso vale tanto.
ResponderEliminarObrigada, Miilay. Boa semana.
ResponderEliminarUm abraço