
Ilustração Sarah Davis
Hoje está um dia de vento. Lá fora os estendais andam num rodopio. As roupas lavadas sacodem-se numa revoada colorida. O perfume do amaciador espalha-se no ar, confunde-se com o cheiro da terra que se prepara para ser molhada. Prendo bem as molas na corda do estendal, não quero perder nenhum pássaro colorido. A roupa lavada ergue-se ao vento avança e recua, baila. Somos nós que bailamos sem corpo.
Alice Alfazema
Tirando a parte poética, - aproveito o ensejo para lhe dizer que é uma poetisa nata, - convém prendê-las bem não dêem em entrar de mais no espírito da dança e irem bailar para outra freguesia.
ResponderEliminarpor isso é que as prendo bem.
ResponderEliminartambém gosto desses cheiros, Alice.
ResponderEliminar(estou a ouvir a máquina, quase a parar... e a lembrar-me que tenho de estender a roupa e sentir esse perfume agradável)
Acho que o vento artormentado por alguma paixão não correspondida...
ResponderEliminarnos estendais dos homens a roupa nunca fica esticadinha e esvoaçante, por aí fica?
ResponderEliminarPois estava mesmo furioso
ResponderEliminaresvoaçante fica de certeza, é um problema que o vento resolve. :)
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