
São as mães que filtram a luz
quando os buracos das meias recebem as tardes
junto à janela no cantinho da marquise
com vagar,
com vagar ocorrem as lembranças das crias
entre o espreitar à rua
e a linha conduzida na agulha pelas mãos.
As mãos, as mães. As mãos e as mães
são o útero da luz
Jorge Serafim
Alice Alfazema
Que lindo! Gostei.
ResponderEliminarUm abraço
miilay
Uma imagem fantástica, cheia de luz , avivada por um poema que é um hino à mãe que calmamente esperam as suas crias
ResponderEliminarObrigada
ResponderEliminarOutro
ResponderEliminarHá tantos poemas escondidos por aí...
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