
Ilustração Aitch
Subiu para o autocarro, franzina, muitas rugas no rosto. Ar de miúda, mas velha na pele. Falava sem parar. O blusão de pele sintética descascava pele por todo o lado. O cabelo penteado em rabo de cavalo mostrava as réstias daquilo que havia sido na adolescência. Poderia ter sido bonita. O ar agastado descaía-lhe os ombros e acentuava-lhe as rugas. Carregava no rosto a sua vida. Sorriu e tapou a boca. Era um sorriso sem dentes. Quantos anos? Pouco mais que quarenta.
Alice Alfazema
Conheço alguns casos desses. A vida foi dura, muito duras com elas e depois o desleixo acabou com o que restava da boa aparência.
ResponderEliminarBoa semana
e sem qualquer hipótese de visitar o dentista, que será a centésima prioridade de um vida completamente esburacada...
ResponderEliminarEu penso que não é só o desleixo, é toda a auto-estima que está corroída pelo tempo e pela vida, é muito difícil recuperar...
ResponderEliminarBoa semana.
Pois...até no SNS o dentista é um caso de segundo plano.
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