
Ilustração Mamzelle Rouge
O sono é a actividade mais perto da morte que podemos conhecer. O sono é verosimilmente uma imitação sagrada da morte. Há em todo o sono o feltro espesso do esquecimento que caracteriza a morte.
No sono é com a vida que imitamos a morte, e por isso nos é dada a memória. Todas as noites mergulhamos no esquecimento, mas todas as manhãs regressamos à vida. O sinal de que lá estivemos e regressámos é a memória. É com a memória que acordamos e recordamos. E é no cor ou coração que se acorda ou re-corda.
António Cândido Franco, em introdução ao livro, Sono de Vidro, de Maurícia Teles
Alice Alfazema
sim. :)
ResponderEliminarO pior é quando temos pesadelos sem fim!!!
ResponderEliminarUi! Então eu quando estou a simular a morte sonho cada coisa!!! Será assim depois que já não for simulação?
ResponderEliminar(ainda por cima rima, é capaz de ser verdade)
ResponderEliminar:)