
Ilustração Mo Chun
estávamos a grelhar o anjinho cupido e o
anjinho cupido grelhado é como um
franguinho encolhido sem muita diferença
resolvemos comer o amor porque a
fome era tanta e o amor um desperdício
as flechinhas, com as quais o
anjinho cupido se preocupava tanto, serviram
para fazer o lume, arderam bem e
com facilidade. íamos meter as
flechinhas no cu para as mandar às
urtigas e vingarmo-nos de algum modo, mas
o lume era essencial e a fome grande e
o anjinho cupido tão tenrinho, nós
queríamos mesmo era comer
de barriga cheia sentimos o coração
mirrar, mas nada que não pudéssemos
esperar. foi até engraçado estarmos de
papo para o ar, o sol quentinho, uma brisa
fresca a vir do norte, um sossego dos
bons, e sentir no peito um ratinho a emagrecer
como se tivesse feito exercício e ganho
juízo. comer o amor dá saúde, pensámos, e
a vida de ali em diante tem sido só
graça
a mim, a barriga do cupido soube-me
bem e curou-me a tristeza
a mim, os braços do cupido souberam-me
bem e curaram-me a tristeza
a mim, o rabinho do cupido soube-me
bem e curou-me a tristeza
curado da tristeza, compreendo agora, tudo
me sabe bem
Valter Hugo Mãe
Alice Alfazema
Onde é que tu vais catar estas cousas?
ResponderEliminar😊
E ele está sempre pronto a atirar a sua flecha, mas nem sempre acerta no sítio certo
ResponderEliminarAdorei o poema.
Beijos Alice
por aí... para mim, o franguinho assado no churrasco passou a ter um outro encanto.
ResponderEliminarEle é um bocadinho vesgo.
ResponderEliminarAbraço.
Bom dia!
ResponderEliminarOlá! Andamos por aqui sempre a esta hora a dar a volta antes do trabalho, não é?
ResponderEliminarSim, entretanto aproveito para beber um cafézinho e ler as notícias.
ResponderEliminarE eu como os meus flocos de milho com leite de soja e faço o mesmo que tu
ResponderEliminarMas não te estou a copiar! Juro!