Uma pergunta por dia: Porque procuras a felicidade em tudo o que não tens?

felicidade.JPG


 


E eu que procurei a felicidade em tudo o que não tinha,


como se um dia agarrasse-a nas mãos


sem margem de fuga e nunca mais morresse.


 


Um dia prenha de cansaço


entreguei-me ao dourado morno do ocaso


e nem os amores que morreram


ou os filhos que não nasceram,


afastaram o hálito da paz.


 


Nasceu-me luz pelos dedos


e nessa entrega sem condição


senti o sabor de terra e mar


 


E eu, que procurei a felicidade


Em tudo o que não tinha


 


 


Poema de Rita Freitas, no blogue À procura da lucidez


 


 


Uma pergunta até ao final do ano, quem quiser responder esteja à vontade.


 


 


Alice Alfazema

Comentários

Enviar um comentário