
Pintura Vladimir Kush
Para não matar seu tempo, imaginou:
vivê-lo enquanto ele ocorre, ao vivo;
no instante finíssimo em que ocorre,
em ponta de agulha e porém acessível;
viver seu tempo: para o que ir viver
num deserto literal ou de alpendres;
em ermos que não distraiam de viver
a agulha de um só instante, plenamente.
João Cabral de Melo Neto
[...] São compridos os
dias mas cada vez mais breves as secções
da vida [...]
Gastão Cruz
Uma pergunta por dia até ao final do ano, quem quiser responder esteja à vontade.
Alice Alfazema
depende da nossa relação com o tempo.
ResponderEliminarse não lhe dermos muita atenção e esquecermos a espaços a existência de relógios, seremos mais livres...
“Eternamente”
ResponderEliminarO tempo é que tem tempo
E faz dele o que quiser
Nós somos seu passatempo
Para o que lhe aprouver
Tempo pode libertar-nos
Se achar que é o caminho
Ou então aprisionar-nos
Para não correr sozinho
Só mesmo a eternidade
A esta lei se sobrepõe
Pois se o tempo parar
Continua em liberdade
Que dela ninguém dispõe
Nem a pode aprisionar.
Acho que a grande maioria é prisioneira. Estamos viciados em relógios, em tempo e em cumprir com horários. Disso é a prova os pontometros com colocação de dedo e retina. Tudo a bem do horário a cumprir rigidamente.
ResponderEliminarLibertador era não ligar ao tempo....
Pois talvez, eu agora libertei-me do tempo das férias e aprisionei-me no tempo do trabalho.
ResponderEliminarO tempo é um sortudo
ResponderEliminarPelo menos ao tempo que não presta
ResponderEliminarÉ isso aí!
ResponderEliminarAh! Lembrei que não tarda nada tens o barulho de volta!
já tenho um saco de silêncio guardado para essas ocasiões.
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