Uma pergunta por dia: Somos prisioneiros do tempo ou o tempo é o nosso libertador?


 


Pintura Vladimir Kush


 


Para não matar seu tempo, imaginou:
vivê-lo enquanto ele ocorre, ao vivo;
no instante finíssimo em que ocorre,
em ponta de agulha e porém acessível;
viver seu tempo: para o que ir viver
num deserto literal ou de alpendres;
em ermos que não distraiam de viver
a agulha de um só instante, plenamente.


 


João Cabral de Melo Neto


 


[...] São compridos os
dias mas cada vez mais breves as secções
da vida [...]


 Gastão Cruz 


 


 


 


Uma pergunta por dia até ao final do ano, quem quiser responder esteja à vontade.


 


 


Alice Alfazema

Comentários

  1. depende da nossa relação com o tempo.

    se não lhe dermos muita atenção e esquecermos a espaços a existência de relógios, seremos mais livres...

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  2. “Eternamente”

    O tempo é que tem tempo
    E faz dele o que quiser
    Nós somos seu passatempo
    Para o que lhe aprouver

    Tempo pode libertar-nos
    Se achar que é o caminho
    Ou então aprisionar-nos
    Para não correr sozinho

    Só mesmo a eternidade
    A esta lei se sobrepõe
    Pois se o tempo parar

    Continua em liberdade
    Que dela ninguém dispõe
    Nem a pode aprisionar.

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  3. Acho que a grande maioria é prisioneira. Estamos viciados em relógios, em tempo e em cumprir com horários. Disso é a prova os pontometros com colocação de dedo e retina. Tudo a bem do horário a cumprir rigidamente.

    Libertador era não ligar ao tempo....

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  4. Pois talvez, eu agora libertei-me do tempo das férias e aprisionei-me no tempo do trabalho.

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  5. É isso aí!

    Ah! Lembrei que não tarda nada tens o barulho de volta!

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  6. já tenho um saco de silêncio guardado para essas ocasiões.

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