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As bestas andam à solta, trazem cavalos de vento e luas vermelhas. Quantas já foram mortas este ano? Quantas estão em casa prisioneiras dos costumes e das crenças? De que raça são? São brancas e de outras cores. Têm sonhos no olhar quando são jovens. As mulheres.
A mulher com uma bebé de meses, dá-lhe mama todas as noites, trabalha agora seis horas fora de casa, quando chega a casa mais que seis, mais outro filho, o marmanjão sentado no sofá, espera pelo jantar. Violência? Talvez ela até leia os conselhos sexuais das revistas cor-de-rosa, quer é vê-lo sorrir. Admiram-se as vozes, com o que se passa em outros lados, tendo nós aqui tão perto histórias tão ricas como esta.
É Maio e está um vento fresco.
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Alice alfazema
Infelizmente as bestas continuam a matar e infelizmente as leis ou os juízes(alguns) não acreditam que haja bestas capaz de matar(mesmo com tantos exemplos).
ResponderEliminarBom fim de semana
É uma realidade confusa, resquícios de outros tempos. Quanto a mim também se mata pelo dia-a-dia, embora isso seja visto como natural, a nossa cultura patriarcal no seu "melhor".
ResponderEliminarBom fim-de-semana
"Têm sonhos no olhar quando são jovens. As mulheres."
ResponderEliminarHá gente que se satisfaz em transformar os sonhos dos outros em pesadelos.
Há violência. Ainda que disfarçada e tantas vezes consentida.
Uma verdade reconhecida, no entanto tantas vezes dada como sem importância. Resta nunca baixar as vozes e as acções, mudar de atitude para mudar actos culturalmente consentidos.
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