Março mês da Mulher: Mulheres apanhadoras de algas


 


Há quatro horas que Hamnipi Khamis pendura pequenas algas numa corda. Ela é uma de cerca de 15 mil mulheres que se dedicam à apanha de algas vermelhas, na ilha tanzaniana de Zanzibar. Esta planta é muito rica em valiosas substâncias utilizadas na indústria alimentar e cosmética, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos, para onde são exportadas. Para Khamis, as algas são um meio de subsistência.


 


Um trabalho nada fácil: por vezes, Khamis tem que permanecer mais de seis horas com os pés na água salgada. Ela não sabe nadar, mas ama o mar. Porque é o mar que a alimenta.


 


As algas reaparecem nas perfumarias europeias em forma de "sprays" e cremes para a revitalização da pele facial e outros produtos de luxo, muito procurados por clientes com elevado poder de compra. Assim, as algas aumentam consideravelmente o seu valor. Um creme à base de substancias extraídas de algas vermelhas pode custar 125 euros.


 


Texto e fotografia retirados daqui, vale a pena ler o resto da história de Khamis e relembrar que a diversidade é surpreendente. 


 


Alice Alfazema


 

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