
Ilustração Fernando Vicente
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
Carlos Drummond de Andrade
Alice Alfazema
A imagem não coincide com as palavras.... pois não?
ResponderEliminarAssim como o Natal não coincide com fraternidade, é tudo apenas ilusão.
ResponderEliminarNem mais
ResponderEliminarO Natal tornou-se num negócio que me é insuportável. Já acabei com a troca desenfreada de presentes (muita gente não aceitou bem, apesar de eu dizer que, pelo meu lado,também não queria presentes de ninguém) e, graças a Deus, não preciso de ir a Shopping Centers nesta altura. Reconheço que o facto de não ter filhos me facilita esta tarefa.
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