Não tenho por hábito visitar cemitérios, apenas vou quando tenho de ir, nunca para visitar ninguém. As minhas gentes não eram gentes de estar somente num sítio, presas de hábitos. As minhas gentes eram gentes de liberdade, por isso quando lhes quero falar vou para sítios onde os possa encontrar, onde haja liberdade, onde corra o vento, onde bata o sol, e eu veja a imensidão do azul do mar e do céu. É aí que os encontro, onde me esperam, não lhes levo flores, não lhes faço orações, apenas os abraço em meu pensamento. É no cheiro da Serra que os gosto de encontrar, nesse espaço de liberdade, onde o silêncio abunda, onde voam aves solitárias, onde passos de outrora voltam até de mim. E oiço os risos por detrás dos arbustos.
Subirei sozinha
alheia ao cansaço da viagem
Sonho
Grito
Canto
Desperto tudo ao meu redor
O Mar levanta-se
O Céu inventa-se
É a palavra
em tempo de Amor.
Alexandrina Pereira
Alice Alfazema
Idendifico-me em pleno !
ResponderEliminarTambém não sou de ir prestar culto nos cemitérios , acredito que para estar com eles não seja preciso. Acredito que estão connosco e que nos protejem.
ResponderEliminarQuanto à imagem, será serra da Arrabida?
Bom fim de semana
Sim é essa serra.
ResponderEliminarBoa semana
Eu gosto de ir ao cemitério. Nunca me fez impressão, se bem que nunca lá ia. Desde que faleceu o meu pai, há sete anos, vou lá com frequência. Durante os três primeiros anos após a sua morte, ia lá todos os dias. Sentia que lá estava mais próxima dele e podia falar-lhe. Agora já não sinto essa necessidade, mas vou lá com frequência.
ResponderEliminarBoa noite!
É, talvez, um ponto de referência, algo interiorizado culturalmente. É um modo de carinho, uma acção que tem a intenção de dar e receber.
ResponderEliminarBoa noite.