Entre linhas


 


Ilustração Бетехтина Татьяна




Gosto imenso de desenhos infantis, ou toscos, têm para mim muitos mais pormenores por descobrir, mais alegria ao olhar, geralmente as cores são alegres. Gosto de fazer croché, serve-me para descomprimir, para pensar, aprendi a tricotar com a minha avó. Gosto de fazer tricô, aprendi com pessoas amigas, fi-lo muitas vezes em viagens de comboio, havia uma partilha alegre naquelas camisolas. Gosto de bordar pelas mesmas razões que disse anteriormente, pelas cores, pela criação, pelo gozo de conseguir. Não gosto de me sentir pressionada. Não gosto de espaços fechados. Não gosto de ciúmes na amizade. Gosto de ler, autores diferentes, assuntos diversos. Não sublinho livros, ainda não tive coragem de o fazer, apesar de há um ano para cá já ter sublinhado livros de estudo, mas esses são diferentes, porque me falam de outras coisas, aos outros vou experimentar em breve, talvez no Natal. 




 


Alice Alfazema

Comentários

  1. Também gostava de fazer tricô e croché. Muitas camisolas e casacos tricotei, até para amigas... Mas, desde que comecei a escrever, deixei de ter tempo, porque, em qualquer tempo livre, lá vou eu trabalhar nos meus textos. Mas ainda tenho lãs guardadas, qualquer dia, quem sabe...

    Nunca aprendi a bordar e tenho uma certa pena.

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  2. Eu gosto de pintar e de fazer os meus trabalhos em pasta de papel, feltro, argila... tenho alguns no blogue. Costumo oferecer no Natal. E realmente perco o tempo quanto estou nisso...

    Croché já não faço há algum tempo pela posição que me dá cabo da cervical.

    Quantos a livros, acho que já disse por aí que sublinho, mas apenas os mais técnicos ou com assuntos mais científicos. Nos outros não o faço. Até porque alguns são emprestados. Livros são caros e temos agora o sistema de troca de livros. =)

    Boa semana

    Ah! Amei a pintura que colocaste aqui hoje. Mas costumo gostar sempre das imagens que arranjas.

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  3. Quem sabe os nós e os fios não sirvam também para criar inspiração? Quando ao bordar nunca é tarde para aprender, numa altura da minha vida ensinei uma colega a bordar, fazíamo-lo na hora do almoço, durante a semana de trabalho. Bons tempos!

    Um abraço.

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  4. Penso que o essencial é nunca perdermos a capacidade de aprender e de criar, por mais pequeno que seja aquilo que podemos fazer.

    Um abraço.

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