Uma pergunta por dia: O que têm em comum as tarefas domésticas e os piropos?




Ilustração Arianna Floris




Uma pergunta por dia até ao final do ano, quem quiser responder esteja à vontade.






Alice Alfazema

Comentários

  1. Pessoalmente, não gosto de piropos, dispenso-os com gosto. Mas respeito quem goste. Há mulheres que dizem que os piropos sobem a autoestima. A mim, nunca me aconteceu, pelo contrário. Era uma adolescente muito tímida, que gostava de passar despercebida, e quando passava por uma obra e os trolhas começavam todos a lançar piropos e assobios, eu só desejava enfiar-me num buraco. E havia piropos malcriados, que me chocavam.
    Mais tarde, no local de trabalho, havia um senhor bastante mais velho que me dizia piropos, num tom entre o paternal e o intimidante. Eu detestava! Mas porque diabo achava ele que tinha liberdade para me dizer aquelas coisas?

    Mas, enfim, daí a considerar os piropos crime... Nem sei que diga.

    O que têm a ver com tarefas domésticas? Ambos são destinados às mulheres (infelizmente).

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  2. Para mim , nada têm em comum, os primeiros quando ditos com respeito e uma certa graça, até se toleram, já as tarefas domésticas são um fardo, a não ser que haja alguém que entre em casa e lance um piropo à arrumação

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  3. Quando as tarefas domésticas são um fardo para uma mulher que ainda por cima recebe "piropos" do marido ou namorado (ver meu post do dia 3/09) têm tudo em comum. Combinam e precisam ser erradicados como uma praga. Quando é apenas uma brejeirice sem maldade, de rua, aguenta-se bem, mesmo que a seguir tenhamos que ir para casa e dar asas às tarefas que nos esperam.

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