Hoje fui até ao miradouro. De lá avisto a cidade, o rio e o oceano. É manhã. A brisa, ainda é fresca. Por cima de mim as glicínias, cujos troncos revelam uma idade avançada. Há quanto tempo elas contemplam aquilo que vejo? Levei o caderno e o livro, uma caneta azul e outra vermelha. Aquilo que penso ser mais importante escrevo a vermelho. Um pássaro pousa no banco, é pequeno, preto, e tem a cauda laranja, olha-me, as suas pernas são esguias e luzidias, cumprimenta-me, vestido a rigor. A brisa desfolha-me o livro. O pássaro voa. Bebo água. Volto a escrever os resumos.
Alice Alfazema
Obrigada por partilhar este momento connosco :)
ResponderEliminarBeijinhos
Adoro o seu blog pela maneira como vê o mundo.
ResponderEliminarUm abraço
ResponderEliminarObrigada, pelas palavras simpáticas. Há um mundo de olhares por descobrir, basta, apenas estarmos atentos.
ResponderEliminarAgradeço e retribuo :o)
ResponderEliminarNão me importava nada de escrever sentada ao teu lado!
ResponderEliminarTalvez um dia...
ResponderEliminarNem que seja nas estrelas.... a ver o mundo lá de cima...
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