Pintura de Hans Andreas Dahl
Antes tínhamos tempo de observar o rio, ouvi-lo correr, serpentear entre as montanhas e os vales, brilhante e sedoso, às vezes revolto e agressivo. Agora tudo passa tão rápido, que ele já deixou de ser rio e passou a fio de prata, ou a mancha gasta e escura, presa num longo muro de cimento, que lhe tolhe os membros e a luminosidade. Hei-nos aqui olhando do cume do tempo, esperando que ele pare e nos veja. É na pressa que sentimos a distância, e a solidão dos contratempos, é nela que nos envolvemos todos os dias, a nossa manta de escolhas.
Alice Alfazema
A pressa acelera a velhice.
ResponderEliminarCumprimentos.
Sem duvida, na pressa nos esquecemos de viver, e depressa chega a velhice.
ResponderEliminarBoa semana, João