Fotografia retirada daqui
Quando eu fiz dez anos ofereceram-me uma boneca. Tinha cabelos aos caracóis - cabelo verdadeiro. Olhos azuis, feitos de um material que parecia vidro. Longas pestanas. Brincos nas orelhas. Quando inclinava a boneca ela fechava e abria os olhos. A cara era tão perfeitinha. Escolhi esta boneca em Viana da Castelo. No meio de tantas outras, escolhi esta. Escolhi-a pela roupa, porque de cara eram todas iguais. Hoje, não me lembro da roupa, mas da cara. Tinha medo de brincar com ela, não a fosse eu estragar. Não sei que lhe fiz.
Alice Alfazema
Com isso lembraste-me uma história com uma boneca linda que eu tinha.
ResponderEliminarEra o capuchinho vermelho, com cestinho de palhinha e tudo! Cabelos louros aos caracóis, cara perfeita, como só as bonecas têm. Para mim era perfeita em tudo!
Tinham-me oferecido mas de tão linda que era a minha mãe não me deixava brincar com ela... para que eu não a estragasse e guardasse uma boneca da minha infância (dizia ela), eu não estava interessada em guardar nada, ao contrário de ti, eu queria era brincar com ela. E todos os dais eu pedia à minha mãe para me deixar tocar-lhe. Estar com ela, nem que fosse por cinco minutos. A minha mãe farta deste sobe e desce de boneca de cima do guarda fatos onde ela a tinha colocado, bem longe das minhas mãos de criança. Um dia disse, "Toma lá e faz-lhe o que quiseres!". E eu fiz! Brinquei com ela.
Não a tenho fisicamente mas tenho as recordações das brincadeiras que me deu.
Boa semana
O fascínio de muitos homens - eu incluído - pelas asiáticas, tem pouco a ver com questões culturais ou machistas e mais por esta aparente fragilidade, que desperta o pior do macho protector. A maioria não deseja uma gueixa, mas sucumbe perante este misto de delicadeza/beleza. Com ou sem operações plásticas.
ResponderEliminarPronto, confessei-me. :)
Não tenho grandes provas da existência das bonecas que tive, penso, que ainda tenho uma...nos confins do sótão.
ResponderEliminarA minha mãe deixava-me brincar com todas as bonecas e brinquedos, nunca houve restrições. O que é o melhor que uma mãe pode fazer, eu faço o mesmo.
É bom recordar.
Eu agora pergunto:
ResponderEliminarSe fosses um dos júris desse concurso de misses, e vendo as fotos, que são as que estão aqui, qual das meninas é a mais bonita? Como as distingues?
Isso é racismo. Como é que distingues as misses ocidentais? É óbvio que perante estas fotos existe uma beleza padrão, mas se tirarmos os olhos e cabelos que variam mais nos ocidentais, também não temos assim tantas diferenças.
ResponderEliminarUma beleza padrão? Como foi conseguida tal beleza? Há sempre diferenças, essas sim são aquilo a que eu chamo beleza, o que nos diferencia uns dos outros. Quanto aos ocidentais, em termos de padrão de beleza, estão cada vez a ficarem mais parecidos uns com os outros. Porquê? Os narizes iguaiszinhos. A mesma distância entre os olhos. O mesmo sorriso. O mesmo tamanho de lábios. O mesmo tamanho de peito...e por aí fora. Para mim, mais parece a linha de produção da Barbie. Talvez, o racismo esteja em só escolherem belezas padrão, ou antes, em fabrica-las.
ResponderEliminarAí totalmente de acordo, linhas de produção de Barbies.
ResponderEliminarTambém podia ser o concurso "veja a diferença"
ResponderEliminarCumprimentos.
Uma boa ideia, quem sabe a TVI, a SIC ou a RTP não aproveitam... provavelmente daria audiências
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