Hoje, enquanto fazia o pequeno almoço, depois de ter colocado o pão na torradeira, desfiz em pedacinhos uma fatia de pão. Abri a janela da cozinha e lancei-os para a rua. Asinhas esvoaçam nessa direcção. São tímidos e assustadiços. Fecho a janela e o cortinado, espreito-os, e vejo-os a debicarem o miolo do pão espalhado na estrada. Devoram-no num ápice.
Às vezes, quando estou a estender a roupa um poisa no estendal, enquanto os outros menos afoitos vão aparecendo lá em baixo, sempre com cautela, muita cautela.
Imagem retirada de Arca de Darwin. Onde, também, podem ler uma interessante história sobre pardais e de como seria o quotidiano se eles não existissem.
Alice Alfazema
Tenho um pratinho de barro, pintado por mim e pelo filhote, onde deito para lá as migalhas do pão que sobra, se não sobrar faço por isso ;), o certo é que os passaritos que por aqui andam já estão habituados a esse mimo e ao pratinho. É muito satisfatório vê-los por lá todos os dias
ResponderEliminarTambém gosto de os ver pousados na minha varanda e já tem acontecido , se tenho as janelas abertas entrarem-me pela casa dentro (dizem que dá sorte)
ResponderEliminarLi o artigo e fiquei impressionada como decisões impensadas podem alterar todo o ecosistema.
Beijos
Manu
São uns marotos esses teus pardais. Quanto ao artigo, é realmente impressionante a mente humana.
ResponderEliminarAbraço,
Eles devem pensar o mesmo de ti.
ResponderEliminarDe certeza! E estão gordinhos!!! O mais engraçado, e que contado nem dá para acreditar, é que sempre que me esqueço das migalhitas os "meninos" fazem o favor de se por a fazer uma chilreada no muro para me lembrar =)
ResponderEliminarUm dia eu conversei com um pardal que dorme numa árvore em frente minha casa, numa avenida movimentada. 7 hs da noite ele já está dormindo todos os dias. Eu lhe perguntei se o barulho dos carros não o incomodava. "Não me incomoda, me faz perceber que os humanos trocam suas relações naturais em relações contra a natureza"...:)
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