Aquilo que me enrolou
e embrulhou
e fez correr pelo Mar
e fez gozar
os beijos de uma sereia
não foi a onda,
porque eu estava na praia
assentadinho e calado...
Foi apenas o eco
da voz da onda que vem
e bate, não sei lá bem
se nas funduras das grutas
se nas funduras de mim,
o eco, que me enrolou
e me rolou, embrulhou
(sossegadinho na areia)
e fez beijar, na maresia,
os lábios húmidos frescos
de uma sereia...
Sebastião da Gama
Alice Alfazema
O poeta da Arrábida nas suas límpidas palavras. Intemporais e belas palavras.
ResponderEliminarObrigada.
Alice, que poesia deliciosa... parece um doce que derrete na boca... consegui imaginar a areia, o calor, a brisa morna batendo nas minhas pernas e o eco dos barulho das ondas no fundo... quase virei a sereia!
ResponderEliminarQuase que podemos sentir a brisa e o cheiro da Serra...
ResponderEliminarOi, Marina!
ResponderEliminarE se você olhasse para cima iria ver a Serra que se estende até ao mar... Este é um lugar mágico e encantador cheio de uma beleza única.