O rabo do gato desenha
letras árabes no mosaico da sala.
arranha o tapete de Arraiolos,
rasga o jornal de letras
e um verso escapa-se pela janela entreaberta
uma pétala de violeta
é o tempo das violetas
fugiu para a janela da vizinha
um andar abaixo.
talvez atraída pelo cisne de camille saint säens
no carnival des animaux
o gato enfurece-se com o silvo do vento
e quase me estraga o poema.
vale o método tradicional
um novelo de linha encanta o gato.
alguém pousa os lábios nos meus olhos.
José Félix
Alice Alfazema
Ai, que lindo... eles têm bem essa carinha de bicho assustadinho, né? Tenho dois gatos e um gato-anjo: o Freud, que é listrado de amarelo e branco (mais amarelo que branco), o Otelo (Teté) que é pretinho e gordinho e o Gatoninho, que mora no céu dos gatos...
ResponderEliminarOs gatos tem um lado individualista e gostam de se fazer de difíceis...Pensei que o céu fosse de todos. :) Este chama-se Nico. :)
ResponderEliminarRsrsrsrs... você está muito certa, o céu é de todos! Estava era fazendo graça!
ResponderEliminarRsrsrsrs...
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