Gosto da infantilidade e das coisas simples, não poderia deixar de ter aqui neste espaço um dos momentos infantis de 2012. A D. Cecília tentou restaurar esta obra, dizendo-se conhecedora de tais técnicas, e eis que sai esta preciosidade, que eu quero ter aqui a decorar o meu espaço.
Esta história faz-me recordar outra:
Há uns anos, decidi pintar uma parede do quarto de cor-de-laranja bem forte, o meu marido perguntou-me várias vezes, é esta cor que queres? Não é muito berrante?. Claro que perguntei aos miúdos se gostavam da cor. Assim, três contra um decidimos que o laranja era muito bonito. Mãos à obra, e o laranja foi crescendo, ainda hoje resiste. É esta cor que queres? Olha que depois é difícil tirar!, a obra corria às mil maravilhas, o pintor já estava resignado, e eis que o inesperado acontece: Já está! Já está! Ò pai está bonito?, e a miúda de pincel em riste, mostrando o maravilhoso laranja, aparece vinda do corredor. Está? O que é que já está?. Anda ver o meu desenho? E eis que na parede do corredor aparecem gravuras que faziam lembram o Foz Côa. O pai maravilhado com tal proeza responde: está lindo, filha!
Assim, voltando ao restauro e vendo os Cristos lado a lado, noto que o Cristo velho se ri sorrateiramente, acho que ele também gostou da renovação.
Alice Alfazema
Olá Alice,
ResponderEliminarTambém acho uma graça. Além do mais a senhora explicou que a obra não está acabada, que a impediram de continuar. Acho uma pena que não a tenham deixado terminar o seu restauro. E a verdade é que nunca nenhum restauro foi tão divulgado. Salvé, D. Cecília!
Quanto às pinturas caseiras, quando o meu neto mais crescidinho nasceu, a minha filha quis que eu fizesse pinturas na parede do seu quarto e eu fiz: coelhinhos, ovelhinhas, porquinhos, um castelo, um rio, etc e um menino com uma bola. Quando nasceu o outro a seguir a minha filha pediu que eu completasse com mais um menino e eu assim fiz, juntando um menino com um balão. No outro dia, antes de fazer 4 anos, o mais crescidinho apareceu todo contente a dizer que na parede da frente tinha feito um desenho para o mano. Eles iam caindo para o lado. A parede estava toda desenhada, com um arco-íris e outros desenhos mais abstractos. Mas conseguiram conter-se... Disseram-lhe é que já chegava...
Um beijinho, Alice!
Olá, UJM!
ResponderEliminarEu gostaria de ver o trabalho da D. Cecília acabado. :) Quanto aos nossos artistas, à que valoriza-los, afinal fazem peças únicas. :)
Um abraço