- Então, quando é que o bebé nasce?
- Para Novembro.
- É o primeiro filho?
- Não é o quarto...(começa a chorar, uma aparência demasiado jovem...)levaram-me os meus outros três filhos...retiraram-me os meus filhos...
- Para onde? Para instituições?
- Sim, e também me vão levar este...também me vão levar este...
- ...
Alice Alfazema
“Portões do inferno”
ResponderEliminarAcredito que entramos
Aos portões do inferno
Nesta vida que levamos
Antes mesmo do inverno
Não, não vejo alternativa
Nem uma vida mais pura
Só esta actual missiva
Qu’oferece vida mais dura
Pr’a viver tens de pagar
Uma taxa p’ra respirar
Ou então sufocarás
É pois hora de entrar
E nossas almas entregar
Aos cuidados de satanás.
Uns a quererem muito filhos e outros sem condições para os terem, mas a terem essa oportunidade.
ResponderEliminarDeus dá nozes a quem não tem dentes...
Acredito que quem vive desta forma, muitas vezes, sem hipótese de tomar outro rumo, vive provavelmente uma vida de inferno.
ResponderEliminarAlice, a nossa dor depende da nossa experiência de vida, sei que a tua dor é essa, no entanto em breve poder-se-á alterar, a desta mulher tenho muitas duvidas que isso aconteça.
ResponderEliminarAbraço
concordo com o que disseste. (o meu comentário é uma reacção instintiva de revolta contra a natureza e não contra quem consegue.)
ResponderEliminarDesejo muito que o rumo da vida dessa mulher mude e possa ter com ela os filhos que lhe tiraram e que esse que vem a caminho tenha um futuro bem risonho.
O facto de nós não termos o que os outros têm, não invalida que desejemos o bem aos outros. Eu penso assim. Desejo sinceramente que essa mãe o possa vir a ser não só pelo facto de ter parido, mas também por as ter perto de si e poder cuidar delas.
Espero que isso aconteça, que ela consiga se libertar e tomar um rumo que lhe leve a bom porto. Assim, como espero que em breve a cegonha te traga noticias. :)
ResponderEliminar