Ando por aí, vagueando sob o oceano, sob o rio ou sob a lixeira, alguns ignoram-me outros não me conhecem, gosto de ser livre e de voar, vivo na Terra.
O meu fruto já alimentou muitos animais. O pão feito com a minha farinha é castanho-escuro. As cobras e os lagartos gostam do meu tronco e a minha sombra é um regalo no calor do Verão.
Por mim passam águas mansas e águas bravias, moldam-me com o seu vai e vem, sirvo de abrigo e de barreira, uns dias sou forte, noutros desfaço-me.
Saio da terra e percorro montes e vales, muitos bebem de mim, às vezes sou grande, outras apenas um fio.
Trago alimento nos meus braços.
Cresço onde me apetece e vou para onde o vento me levar, dou colorido aos campos e alegria aos sonhos. Sou silvestre e tenho a textura da seda.
É a minha grande companheira, a minha protetora.
Muitos por cá passaram, nem todos sabem onde moram, no entanto, os que se esforçam, podem apreciar belezas que outros não conseguem alcançar, os que hão-de vir, agradecem aos que cá estão, pelo que de mim cuidaram, pelo que de mim deixaram.
Beijos, Terra.
Alice Alfazema
Amiga, belo texto, magníficas fotos da nosso grandioso planeta.
ResponderEliminarBeijinho
miilay
Que lindo, Alfazema.
ResponderEliminarTudo tão certo. Tudo tão natural!
E pensar, que se faz tudo, para quebrar esta harmonia, que tão necessária é.
Parabéns.
Maria
São apenas uma minúscula amostra deste nosso planeta.
ResponderEliminarAbraço
Obrigada, Maria.
ResponderEliminarEste nosso mundo não merece ser maltratado.