Fábrica de conserva de peixe, Setúbal 1938
Há pedaços de história que não devem de ser esquecidos, rumos que foram partilhados, sofrimentos.
Esta é uma foto tirada por Américo Ribeiro, em 1938, e faz parte do seu livro "Setúbal d`outros tempos".
A foto retrata a visita da organização alemã "Força pela Alegria" a uma fábrica de conservas de peixe em Setúbal. Pode-se ver as mesas em forma de cruz suástica e os retratos de Carmona, Hitler e Salazar.
Para que estas conservas fossem exportadas para a Alemanha o povo português passou fome, viveu miseravelmente - sofreu. Os pescadores, seres considerados ignorantes, foram os heróis que pescaram o peixe, as suas mulheres amanhavam-no e embalavam-no para que lá longe alguém se alimentasse, com um produto de qualidade. A qualidade de vida portuguesa era péssima, as crianças andavam descalças e passavam fome, uma sardinha dava para cinco pessoas, carne só em festas, brinquedos não havia, luxos também não.
Alice Alfazema
Esta é uma daquelas fotografias que devia fazer parte dos livros de História de Portugal quando tratam do Estado Novo. É bom que não se branqueie a conivência de Salazar com o regime de Hitler.
ResponderEliminarConcordo.
ResponderEliminarBom dia Srª D. Alice, achei deveras interessante o seu post sobre a participação da nossa indústria conserveira durante o nazismo. será que se importa que publique a foto e a informação na minha página do FB? Muito obrigada.
ResponderEliminarBoa noite, Carla. Pode utilizar, há memorias que precisam de ser reavivadas. Setúbal era, é uma cidade pobre, houve muito sofrimento, há muito sofrimento. Qualquer dia voltarei a falar sobre isto...
ResponderEliminarE bem haja, para as ideologias desse tempo.
ResponderEliminarPena que quem ganha as guerras, possa escrever a história á sua maneira. Mas a mentira do século, ou seja, o falso holocausto Nazi, que nunca existiu, que muitos acreditam através, de filmes americanos e fotos macabras que sofreram alterações, (pesquisar net holoconto), assim como a diario de A.F que para quem não sabe, escrito com caneta bic, quando esta ainda nem existia na época. Assim como outras e muitas falsas provas. Basta pesquisar.
Ainda sobre Portugal, inteligente na altura de Salazar, juntou-se a um futura super potência e deviou o país da Guerra.
Antes de me acusarem de radical, digo que pesquisem, outrora também eu fui um inculto influeciado pela história manipulada
Caro Anónimo, quem não acredita no que leio neste comentário sou eu. Por causa destas ideologias começou a minha avó a trabalhar aos nove anos de idade, numa fábrica destas, sapatos não tinha, imagine o resto. Se será bom?... pode sempre experimentar, não se alimente, ande descalço/a, não veja televisão, apenas utilize a informação que lhe é dada através da propaganda, táctica muito em voga nesses tempos, se tiver filhos aplique a mesma receita. Depois diga-me outra vez qual é a sua opinião.
ResponderEliminarEspero que um dia não venha a descobrir que familiares seus, tenham morrido na 2ª guerra mundial, vítimas de um Ser louco e insensível chamado Hitler!
ResponderEliminarSeu acéfalo, atrasado, porco fascista. Sai de trás do computador (nunca saíste do bairro de certeza) e faz uma visita a auschwitz. Depois desaparece que não fazes falta ao mundo.
ResponderEliminarBoa Paulo, enforna-lo era pouco...
ResponderEliminarFoi dessa forma que o regime conseguiu pagar grande parte da enorme dívida herdada da monarquia e da Primeira Republica, nomeadamente a que respeitava à participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial.
ResponderEliminarAs guerras sempre foram boas para fazer negócios com os aliados e com os inimigos.
ResponderEliminarTenho dito. Cada vez hà mais e mais pessoas a abrir os olhos. Obrigado por este comentário.
ResponderEliminarBom dia Srª D. Alice, achei interessante o seu post sobre a participação da nossa indústria conserveira durante o nazismo. será que se importa que publique a foto e a informação na minha página do FB? Muito obrigado.
ResponderEliminarClaro que pode publicar (deixe entretanto o Srª D. de parte). Há também um livro muito interessante, da Alice Brito, cujo titulo é: As Mulheres da Fonte Nova, que retrata essa época de forma brilhante, crua e dura. Se for de Setúbal e conhecer o local, "sentirá na pele" a miséria que essas mulheres e homens passaram, o que também nos faz reflectir sobre aquilo que estamos vivendo.
ResponderEliminarFique bem.