E juntam-se os velhos e os novos; e nascem e morrem; no mesmo corredor agonizam e riem. E a vida corre, para cá, para lá. As emoções flutuam num leve carreirinho. A azáfama continua, levando o dia, e encontrando a noite. E dizem todos de suas doenças, seus ais e seus medos. Olhos vazios, sorrisos encontrados, cheiros misturados. E é o branco e o negro, e o dia passa devagar, chega ao fim com cansaço e desejo de mudar. E as vidas vão e vêm, os passos no corredor, misturam-se risos com dor. E a gente que ali trabalha, mistura-se nos odores e nos silêncios, sabem que os risos e os choros são barulhos permanentes.
Alice Alfazema
Comentários
Enviar um comentário