É o sol! De cerimonia em cerimonia e a descoberta acontece...a China torna-se a terra das oportunidades, fresquinhas, lindas, encantadoras é a redescoberta feita por algozes. Um exemplo a seguir, "os trabalhadores tem muito a aprender com os trabalhadores chineses", aprender a ficar calado, a dormir pouco, comer pouco, fumar muito, dormir no trabalho, baixar a cabeça perante os superiores, fazer parte de uma ditadura(já passámos por isso, vai ser canja), horários de trabalho horripilantes, ausência de solidariedade...
A Europa está fascinada, é o melhor exemplo a seguir e os mercados aconselham a seguir o exemplo.
Sinto-me numa cena que me traz de volta à idade média, a uma escravatura camuflada, feita de cinismo e ignorância, onde se compra e não se quer saber do outro; daquele que até é da mesma espécie; onde o retrocesso faz parte da evolução. Como se isso se tratasse de uma novidade boa. Impávidos assistimos, como se mais não houvesse a fazer, como se o mundo tivesse sido sempre assim, onde o virtual assume a importância do dia-a-dia e onde os passos são dados sem convicção. Por onde andam os pastores? As ovelhas não sabem o caminho, comem erva envenenada, ludibriadas pelo brilho do sol, memórias fraquinhas, feitas de mioleira estragada, podres nadam contestam, assumem como sua a desgraça. Ó sol que lhes queimas-te a moleirinha, tem pena e dá-lhes uma nuvem, deixa-as repousar na terra, pois no céu já não há lugar.
Alice Alfazema
Comentários
Enviar um comentário