Produtos de Portugal (16)

 


 



 


 


 


A Fábrica de Chá Gorreana mantém a sua actividade, ininterruptamente, desde 1883 mantendo desde então as tradições originais do oriente e as qualidades ancestrais, há já 5 gerações familiares. Com extensas plantações que se avistam em redor do edifício sede, ali se produz chá preto (variedades Orange Pekoe, Broken Leaf e Pekoe) e verde (Hysson), de qualidade reconhecida.


 


Para além desta vertente, existe ainda uma outra, de carácter museológico, pois a fábrica continua a utilizar maquinaria do século XIX e inícios do século XX. Aqui também é possível provar as diversas variedades de chá.


 


A plantação tem 32 hectares e, actualmente, a produção anda à volta das 33 toneladas por ano (mas tem capacidade para 40). A maior fatia da produção destina-se ao consumo da Região, mas há ainda uma parcela para o Continente, para a Alemanha (o país da Europa onde o consumo de chá tem aumentado mais per capita), para os EUA e Canadá, e ainda para a Áustria.


 


Este é, sem dúvida, um negócio de família, visto que conta com a ajuda de todos. Aos fins-de-semana, por exemplo, a tarefa de receber as visitas turísticas é repartida por todos. E a continuação do chá Gorreana parece já estar assegurada. Os cinco filhos que tiveram, todos colaboram no dia a dia do funcionamento da empresa.


 


O clima dos Açores ajuda a planta do chá – Camellia Sinensis – porque lhe dá a água que ela precisa. “Temos chuvas bem distribuídas ao longo do ano. O chá precisa de pelo menos, 30 milímetros de água por mês. Felizmente não temos geadas, que queimam as folhas e o sol não é demasiado intenso, há sempre umas nuvens”, explica Hermano Mota.


 


 



 


Além disso, o solo argiloso e ácido dá  origem a um chá muito perfumado e de travo agradável. O Chá Gorreana é ainda apreciado por ser um produto ecológico, livre de pesticidas, herbicidas e fungicida. Nos países onde há a estação das chuvas, há mosquitos e a mosca do chá, que picam ou mordem o gomo terminal e a folha não se desenvolve. Daí que têm de fazer aplicações de insecticidas.   Por outro lado, nos países da estação seca, há o aranhiço vermelho, que também tem de ser combatido com insecticidas. E às vezes ainda precisam de usar fungicidas. Nós não temos nem a estação seca nem a da chuva” explica o proprietário.


 


 


Visite: Fábrica de Chá Gorreana


 


 


 


 


 


 


Alice Alfazema

Comentários

  1. Já tive o prazer de visitar esta fábrica.
    Os chás são muitos bons e ainda andam por aqui alguns pacotes.
    E viva o que é nacional!

    Manu

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  2. É um desperdício não aproveitarmos a nossa sabedoria e desperdiça-la com lamentos é um autentico suicídio económico.
    Afinal, de quem foi a ideia "do chá das cinco"!?
    Abraço

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