Carinho centenário

 


 



 


 


Erguem os ramos numa prece de alegria, agradecem ao Sol, pelo calor que lhes proporciona a vida, lembram-se das gotas de chuva, que lhes faz crescer as flores e as transforma em bagos; são assim as causadores do óleo sagrado, aquele que iluminou ruas e casas; aquele que escorre do pão e passa para a boca.


 


Caminham juntas, sem saírem do lugar, protegem-se do vento e do frio, dão abrigo e sombra. As suas raízes cruzam-se, debaixo da terra da qual se alimentam, abraçam-se silenciosamente num carinho centenário, juntas, semelhantes, com os mesmos objectivos e as mesmas necessidades.


 


 


 


 


 


 


Alice Alfazema

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