Selo

 



 


Há oito dias atrás recebi este selo, diz a lenda que: deve de ser posto a circular e, para tal devemos revelar o nome da pessoa que nos deu, de seguida, devemos revelar sete factos pessoais e por último dedicá-lo a seis autores, sendo assim, vou ter que cumprir a tradição.


 


Quando o recebi, foi como voltar à infância. Quando eu andava na escola primária, tinha um dicionário com capa de pano, azul clarinho e, lá dentro estavam bonecos coloridos, outros com brilhantes, anjinhos, cãezinhos, florzinhas, enfim tudo o que acabasse em inhos. Assim, foi como pegar num desses bonequinhos de papel e ter a alegria de o admirar e de o possuir, fiquei feliz, ainda mais vindo de quem veio, uma pessoa da qual admiro a sua escrita, tão requintada de pormenores e rica em vocabulário, onde a história passa a ser um convite ao quero mais, quero saber mais, gostei. 


 


Quem mo ofereceu foi a Ivone Costa do blogue A ronda dos dias.


 


Dos sete factos pessoais que posso revelar, são apenas algumas características:


 


Gosto de rir.


Adoro Jazz.


Sou um bocadinho distraída.


Detesto passar roupa a ferro (sou mais a bruxa do lar do que a fada).


Penso que nunca é tarde para aprender.


Nunca saio de casa sem por perfume.


Faz-me sentir feliz abraçar árvores.


 


Os autores que escolhi para entregar o selo são:


 


A Júlia do blogue Entre o Tejo e o Odiana pela sua forma de revelar o Alentejo e por ter fotografias como esta:


 



 


 


O João Gonçalves do blogue Origens e por as suas palavras:


 


Todos somos luz e sombra, amor e ódio, Bem e Mal, harmonia e violência. Nas relações interpessoais exibimos a luz, o Bem, a harmonia.


Aparentemente é um jogo viciado mas na realidade não é: não existiria relacionamento social se exibíssemos as nossas sombras. Apenas com os nossos amigos íntimos e alguns familiares temos coragem para desnudarmos a nossa alma.


Aquilo que é essencial em todos nós, é a relação quantitativa em que possuímos aqueles dois elementos primordiais inscritos nos nossos genes.


 


O Jimmy do blogue O pescador Jimmy por revelar a vida dos pescadores e a sua gíria:


 


Farol das Emoções


Farol representa


Partida


Ficando o momento


Entre o vermelho e o verde


Lado direito será saudade


Esquerdo representa dentro


Este farol saudoso


Do meu interno coração


Quando saio do porto


Arrebenta meu coração


Mas que partida


Sentida


Não sei por quanto tempo


Estarei,


Sei que por lá ficarei


Vou para águas longínquas


Sim com sofrimento


Não queria ser quem sou


Mas sou com sofrimento


Só o farol sabe


Deste meu tormento


Não há saídas felizes


Mesmo quando por pouco parto 


Há entradas alegres


Quando venho de muito tempo


Saudade do meu farol


Que já não via faz tempo


Do amor já lhe sinto o sabor


Meu sonhador …


 


 


A Livreira anarquista porque é incrivelmente surpreendente.


 


A Eva do blogue Escritos de Eva pelos seus diálogos com história para pensar:


 


Já viste que solidão e solidariedade começam pelas mesmas letras?


- E depois?


- E depois, na realidade a solidão é uma faceta mental.


- Essa é boa!


- Pois é, porque ninguém está sozinho, mesmo que pareça, mesmo que não veja nem perceba ninguém.


- Lembras-te de dizer cada coisa!


- É isto que te digo – ninguém está sozinho!


- Explica como é que não está só quem não tem ninguém ao pé de si, ou quem se sente sozinho entre a multidão, como dizia o poeta?


- É o que te digo – ninguém está sozinho! Nós somos energia, tudo à nossa volta é energia, umas energias têm formas que percebemos, outras não.


- Ah! Então estamos acompanhados de energias…


- Menos ou mais sublimadas, menos ou mais benéficas, menos ou mais perceptíveis.


- Olha, vou indo, que essas tuas teorias são tuas e não minhas.


- Ledo engano, estas teorias não são nem minhas nem tuas nem de ninguém. Mas existem mesmo assim, quer as queiras ignorar ou entender.


- Já fui embora!


- Adeus! Ou seja, até logo!


 


O blogue Árvores de Portugal porque gosto imenso de árvores e pela divulgação que fazem sobre o que acontece com as nossas árvores.


 


 


 


 


 


Alice Alfazema


 


 

Comentários

  1. Ó Alice! Agradeço muito a prenda. Tenho andado tão ocupada com as Festas que deixei de visitar os amigos. Não fica aborrecida se não colocar o selo no meu blogue? Por princípio não o faço.
    Bjs

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  2. Olá Júlia,
    aborrecida ficaria se não continuasse a divulgar o Alentejo, pois daqui vi as festas sem sair do lugar, eu e muitos como eu, apesar de que, teria gostado muito de ter estado aí...mas, a festa das vindimas de Palmela têm-me atazanado os joelhos, os pés, as costas :), temos espectáculos fantásticos com bandas filarmónicas ao vivo, só que assentos não há, vai daí os joelhitos é que pagam...o que compensa é o moscatel :) Abraço

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  3. olá Alice
    bioa noite adorei este seu poste, está fora de do bulgar, assim dá gosto aqui estar, fiquei feliz por assim me julgar.
    doce beijinho e muita felicidade em seu coração.
    Jimmy o Marinheiro

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  4. Oh! o moscatel!!!
    Olhe que também matei saudades porque havia uma venda de moscatel nas Festas. Claro que não resisti a comprar uma garrafa.

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  5. Ainda estou em periodo de recuperação :) Palmela tem muitas ladeiras :))

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  6. Obrigada, Alice. Foi mesmo uma surpresa! Em boa verdade uma dupla surpresa.
    Uma pelo selo que é prova duma grande bondade do seu coração pois os textos dos Escritos são duma razoável uniformidade temática.
    A outra por confirmar que passeia por lugares que também me são familiares. Provavelmente já nos cruzámos alguma vez.
    Obrigada!

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  7. Talvez já nos tenhamos cruzado, por vezes o mundo é mesmo pequenininho :) O que quer dizer "uniformidade temática"?

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  8. Quer dizer que os temas que trato nos Escritos são muito constantes quanto ao assunto e quanto ao modo como são apresentados. Se comparar com os Caminhos, por exemplo, encontra aí uma variedade maior de temas e que nem sempre têm relações uns com os outros ao contrário dos Escritos.
    Obrigada pelas visitas, pela simpatia e pelo seu interesse.

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  9. Parece-me que sou o ultimo a agradecer, mas não poderia deixar de o fazer.
    Creio que andamos, uma vez ou outra, pelos mesmos locais, apreciamos o mesmo
    moscatel e a mesma doçaria
    Também temos alguns amigos comuns (Eva, Júlia , pelo menos).
    Como o mundo é pequeno e este cantinho da Arrábida... quem sabe.
    Cumprimentos

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  10. Por vezes o mundo é mesmo minúsculo ...quem sabe.
    Abraço

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