O senhor K. não gostava de gatos. Não lhe parecia que fossem amigos do homem, e portanto não era amigo deles. «Se tivéssemos os mesmos interesses», dizia, « a sua atitude hostil ser-me-ia indiferente.» No entanto, o senhor K. ficava contrariado se tivesse de fazer os gatos saltarem da sua cadeira. «Deitarmo-nos a descansar é trabalho», dizia, « e deve por isso ter êxito.» Por outro lado, quando os gatos se punham a miar atrás da porta levantava-se da cama, mesmo que fizesse frio, e deixava-os entrar para o quente. «O cálculo que eles fazem é muito simples», dizia, «Quando chamam, alguém vai abrir-lhes a porta. Quando deixamos de ir abrir-lhes a porta, deixam de chamar. Logo, chamar é um progresso.»
Bertold Brecht
Se cada um de nós for uma porta, e essa porta nunca for aberta, será porque ninguém nos chama ou porque estamos sempre trancados.
Alice Alfazema
O destino determina quem entra na tua vida, mas tu decides quem fica nela!
ResponderEliminarAbres a porta ou trancas eheheheh, bom fim de semana, beijos.
Umas vezes decidimos outras temos de aceitar...Bom fim de semana.
ResponderEliminarCada vez que te leio oh Alice, me deleito com teu saber...Brecht!
ResponderEliminarUm abraço da amiga virtual
Gena