Tecido social complexo

 



 


 


A igualdade e a troca entre nós e os outros, passa por cultivar um profundo reconhecimento da igualdade fundamental entre nós e os outros. Com efeito, no que respeita ao desejo natural de procurar a felicidade e querer vencer o sofrimento, somos todos perfeitamente iguais. Devemos cultivar o pensamento: «Tal como eu, todos os seres têm direito de alcançar a felicidade. Tal como eu, todos os seres têm potencial de realizar esta aspiração.» A diferença entre nós e os outros reside no número: nós somos apenas um indivíduo, enquanto os outros são em número infinito. De que lado está a necessidade?


 


Muitas vezes, quando pensamos nos nossos interesses por oposição aos interesses alheios, temos a noção de que não há relação entre eles. Mas isso não é verdade. Uma vez que todos fazemos parte da comunidade, de um tecido social complexo, qualquer acontecimento negativo na vida de um individuo tem um impacte sobre toda a comunidade. Da mesma forma tudo o que afecta a comunidade afecta todos os seus membros.


 


Além disso, considerem o seguinte. Se o egocentrismo nos permitisse alcançar a felicidade pessoal, decerto já a teríamos conseguido, uma vez que tem sido esta a nossa atitude, tanto desde que nascemos como há vidas e vidas. Mas isso não aconteceu. Por isso, temos de concluir que o nosso egocentrismo habitual não pode trazer-nos a felicidade duradoura nem pode libertar-nos de sofrimento.


 


 


 


in, O coração da sabedoria, Dalai-Lama


 


 


 


Alice Alfazema


 


 

Comentários

  1. Quando frequentamos o café gostamos de ser bem servidos, de a higiene pontuar no local e de ser de facto o bom convívio que gere as relações no seu interior.Assim deveremos apresentar-nos perante os outros, na medida daquilo que o meio social representa e revela na sua inter-relação com todos.Um abraço e bf semana.

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